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Chirac defende o fim do embargo da venda de armas à China

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Chirac defende o fim do embargo da venda de armas à China

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União Europeia e Ásia conjugaram o verbo “cooperar”, no primeiro dia da cimeira que junta os países dos dois blocos, em Hanói, no Vietname. E se o objectivo é a aproximação, o método pode, no entanto, suscitar divisões. Ainda há um ano, o Parlamento Europeu votava pela continuação do embargo da venda de armas à China, instaurado desde o massacre de Tianamen.

Mas eis que o presidente francês coloca um ponto final na história. Jacques Chirac declarou que esse embargo “é um exemplo de uma desconfiança inútil”. Por isso, a França vai defender o seu levantamento, posição que, garante Chirac, é partilhada por outros líderes europeus. A presidência holandesa da União prefere ser mais prudente e afirmar que a questão vai a debate, até porque alguns países continuam a dizer que o embargo é justificado pelas violações dos direitos humanos na China. O comissário europeu para o Comércio, Pascal Lamy, conduziu a cimeira através de outros pontos, como a necessidade de o bloco europeu tornar os seus trabalhadores tão competitivos como a mítica força de mão-de-obra do gigante asiático. Os líderes europeus participaram ainda no início da construção de uma fábrica, simbolizando a vontade de semear a base da futura cooperação.