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Dois dos mais famosos cozinheiros de Espanha suspeitos de colaborar com a ETA


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Dois dos mais famosos cozinheiros de Espanha suspeitos de colaborar com a ETA

A Audiência Nacional espanhola, principal instância penal do país, vai chamar a depôr dois dos quatro grandes chefes da cozinha basca. Os que gerem restaurantes com três estrelas Michelin.

Tudo porque os homens foram denunciados por um alegado membro da organização terrorista basca ETA, Luis Beotegui. Beotegui afirma que Juan Arzak que vemos na imagem, e Pedro Subijana, aceitaram pagar à ETA o chamado imposto revolucionário. Beotegui, que alega ser o responsável pelo envio das cartas de extorsão no seio da organização, garante que se chegou a um acordo com os cozinheiros sobre as prestações em que os cerca de 70 mil euros iam ser entregues. Uma parte do dinheiro foi mesmo paga. Os outros dois chefes, também muito conhecidos, terão recebido as mesmas missivas, mas o etarra ignora se pagaram. Quanto aos que cederam à extorsão, são agora alvo de duras críticas por parte de alguma imprensa espanhola, que os acusa de terem colaborado com os terroristas bascos a troco de segurança. O que levou a porta-voz do governo autónomo basco a sair em defesa da presunção de inocência. Miren Azkárate afirma que “a luta contra a ETA tem de ser travada com a maior eficácia possível, o que implica não falar ou tornar públicas informações cruciais, muito menos fazer juízos públicos das vítimas de extorsão”. O homem que acusa os dois cozinheiros foi detido no passado dia 7 no país basco francês, numa mega-operação que ainda não terminou. Quanto aos chefes de cozinha, correm o risco de serem acuasados de colaboração e financiamento de um grupo terroristas.
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