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Fábrica da Opel paralizada em protesto contra plano de despedimentos da GM

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Fábrica da Opel paralizada em protesto contra plano de despedimentos da GM

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Os empregados da fábrica da Opel de Bochum, na Alemanha, paralizam a produção em protesto. Manifestam-se contra o plano de supressão de 12 mil postos de trabalho na Europa, anunciado ontem pela General Motors.

Os despedimentos afectarão sobretudo a filial alemã da Opel. Em Bochum, quatro mil empregos estão em jogo. A direcção da General Motors aponta “problemas de competitividade” à fábrica, não descartando a possibilidade do encerramento. Um representante dos trabalhadores afirmou que a direcção será pressionada a negociar: “Haverá falta de peças, que aqui fabricamos, noutras fábricas na Europa. Assim sendo, essas fábricas deixarão também de funcionar, até terça-feira. Penso que a General Motors não pode dar-se ao luxo de acarretar perdas nos automóveis e nas finanças. Eles virão ter connosco e negociaremos novamente.” O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Clement, defende que se deve retomar o trabalho, para não aumentar a insegurança já existente. Clement disse estar convencido que “é do interesse da General Motors e da Opel, manter-se em Bochum. Eles não deveriam despedir pessoal; é preciso salvaguardar os empregos.” A imprensa alemã aponta as responsabilidades desta crise aos dirigentes do grupo norte-americano, que negligenciaram as suas fábricas na Europa. A General Motors, maior fabricante mundial de automóveis, pretende poupar 500 milhões de euros, num plano financeiro a aplicar em dois anos. A divisão europeia do construtor teve, no primeiro semestre deste ano, perdas na ordem dos 140 milhões de euros.