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Loukashenko consegui "sim" no referendo e pode recandidatar-se

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Loukashenko consegui "sim" no referendo e pode recandidatar-se

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Loukashenko conseguiu o que queria. A avaliar pelos resultados do referendo na Bielorrússia, disponibilizados pela Comissão Central das Eleições, o presidente conseguiu obter 77,3 por cento dos votos dos eleitores inscritos.

No entanto, uma sondagem independente Gallup, realizada à boca das urnas, estimava que Alexander Loukashenko não tinha alcançado mais do que 48 por cento. Quer isto dizer que, a confirmarem-se estas últimas projecções,Loukashenko não poderia candidatar-se a um terceiro mandato presidencial. O presidente bielorrusso gere os destinos do país há 10 anos, é um líder incontestável mas para o Ocidente é visto como o último ditador da Europa. A oposição interna é feita, essencialmente, pela camada mais jovem e urbana da Bielorrússia. Perto de 300 observadores internacionais acompanharam o referendo e garantiram já que o sufrágio decorreu num clima de medo. Só esta segunda-feira é que haverá uma declaração oficial sobre o modo como o referendo se desenrolou. Loukashenko é particularmente bem visto nas zonas agrícolas do interior do país e bem acolhido entre os mais idosos. É presidente da Bielorrússia desde 1994, dois anos depois recorreu também a um referendo para alterar a Constituição e assim prolongar o mandato. Esta é, portanto, a segunda vez que tal acontece. Resta saber se as irregularidades encontradas pelos observadores internacionais são suficientes para não validar o referendo, algo que será pouco provável.