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Oposição e Bruxelas contestam vitória esmagadora de Lukashenko no referendo

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Oposição e Bruxelas contestam vitória esmagadora de Lukashenko no referendo

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O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, pode modificar a Constituição e candidatar-se a um terceiro mandato em 2006. Segundo a Comissão Eleitoral, 77,3 por cento dos eleitores votou a favor da proposta do chefe de Estado. A taxa de participação rondou os 90 por cento.

A oposição a Lukashenko renova as acusações de fraude e irregularidades. Por entre cortes de energia, um líder da oposição declara: “Sabíamos que os resultados eleitorais iam ser fraudulentos. Conseguimos documentos que mostram que os resultados estavam determinados antes de acabar a votação”. A OSCE, que enviou observadores, ainda não fez um comentário oficial, mas durante o voto falava de “clima de medo”, “falta de debate e desrespeito pela liberdade de imprensa”. Bogdan Klick, presidente da delegação do Parlamento Europeu, reafirma as preocupações de Bruxelas sobre o futuro da democracia na Bielorrússia. Mais popular nas zonas rurais do que nas urbanas, o presidente bielorrusso conseguiu mesmo obter uma maioria dos eleitores de Minsk, bastião dos opositores. Mas, nas ruas da capital, as opiniões divergem. Um eleitor diz que em geral está satisfeito. Uma bielorrussa é mais critica e pergunta porque é que ninguém mais pode subir ao poder e se não há no país alguém capaz de substituir Lukashenko. Alexander Lukashenko está no poder há dez anos e é considerado o último ditador da Europa, facto que lhe vale um isolamento internacional.