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Margaret Hassan: o perfil humanitário da sétima mulher raptada no Iraque

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Margaret Hassan: o perfil humanitário da sétima mulher raptada no Iraque

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Margaret Hassan, 60 anos, é a segunda cidadã britânica e a sétima mulher a ser raptada no Iraque nos últimos meses. Mas, ao contrário do engenheiro Kenneth Bigley, executado pelos seus sequestradores há menos de duas semanas, a dedicação de Hassan ao Iraque tem mais de duas décadas de história.

Nos anos noventa, e durante a guerra do Golfo, Hassan foi responsável pelotransporte de diversa ajuda médica para o país afectado pelas sanções internacionais. No ano passado, e antes da intervenção militar anglo-norte-americana, a responsável local da “Care” tinha advertido os políticos britânicos para a catástrofe humanitária provocada por um eventual ataque. Como sublinha, o antigo embaixador britânico no Iraque, Harold Walker, “Margaret, enquanto representante da ‘Care’ no Iraque, realizou um trabalho de peso junto da população iraquiana. A ‘Care’ foi a única organização não governamental a trabalhar no centro do Iraque ao longo dos piores anos, ou seja, a última década, realizando a reabastecimento de poços de água para escolas e hospitais. Vamos então esperar que os raptores, sejam eles quem forem, percebam que o coração de Margaret está com o Iraque e que a libertem”. Para lá do seu trabalho reputado a nível internacional, e como o referem as autoridades irlandesas, Margaret Hassan tinha nacionalidade irlandesa, o que não a tornava uma cidadã de um país da coligação militar, como o pretenderiam os seus raptores.