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Sequestro de Margaret Hassan ainda não foi reivindicado

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Sequestro de Margaret Hassan ainda não foi reivindicado

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Um protesto simbólico em Bagdade para pedir a libertação de Margaret Hassan, a responsável iraquiana da organização humanitária “Care” raptada ontem na cidade.

Dezenas de pacientes da clínica Ibn Al Kuff, reconstruída com os fundos da “Care International”, apelaram aos raptores para que libertem a directora. A organização humanitária, presente há décadas no Iraque, tinha anunciado esta manhã a decisão de suspender as suas actividades enquanto durasse a crise. Actualmente, apenas 30 trabalhadores iraquianos colaboravam com a “Care” depois da partida dos trabalhadores estrangeiros em Novembro passado. Uma das colaboradoras de Hassan lembra que, “era uma mulher que amava, antes de mais, o país”. Margaret Hassan tinha sido alvo de uma emboscada ontem em Bagdade. No vídeo divulgado pelo canal Al-Jazeera e registado pelos alegados raptores, o acto não foi reivindicado. Este sequestro constitui o mais recente episódio de violência contra trabalhadores humanitários, que tem levado dezenas de instituições a diminuirem as suas actividades no país desde o ano passado. Margaret Hassan, 60 anos, é a segunda cidadã britânica e a sétima mulher a ser raptada no Iraque nos últimos meses. Mas, ao contrário do engenheiro Kenneth Bigley, executado pelos seus sequestradores há menos de duas semanas, a dedicação de Hassan ao Iraque tem mais de duas décadas de história. Nos anos noventa, e durante a guerra do Golfo, Hassan foi responsável pelotransporte de diversa ajuda médica para o país afectado pelas sanções internacionais. No ano passado, e antes da intervenção militar anglo-norte-americana, a responsável local da “Care” tinha advertido os políticos britânicos para a catástrofe humanitária provocada por um eventual ataque.