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Terminou greve na Opel

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Terminou greve na Opel

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Os operários da Opel em Bochum já voltaram ao trabalho. Os trabalhadores da divisão europeia da General Motors decidiram terminar com a paralização, decretada nos últimos dias contra o plano de reestruturação da empresa, que prevê o corte de doze mil postos de trabalho. A greve começou aqui, nesta fábrica da Alemanha, mas na terça-feira foi alargada a toda a Europa.

Através de um voto secreto, os trabalhadores puseram fim à greve, ao mesmo tempo que prosseguem as negociações. Neste aspecto, uns são mais optimistas que outros. “Estou contente que tenhamos resolvido as coisas de uma forma democrática. A mensagem é clara: é preciso negociar”, diz um operário. Outro, mais crítico, afirma: “Está tudo lixado. Cá para mim, esta fábrica não dura mais que quatro ou cinco anos”. As fábricas da Alemanha, onde está a sede da Opel, são as mais tocadas por este plano. Devem perder-se aqui dois terços dos postos de trabalho que vão ser suprimidos, 4000 em Bochum e outros tantos em Ruesselsheim. Outra construtora alemã, desta vez o fabricante dfe carros de luxo Porsche, tenciona também fazer despedimentos. Tem um plano para reduzir os custos, até 2007, isto para fazer frente à fraqueza do dólar face ao euro, que está a afectar as vendas nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo que reduz os custos, a Porsche quer aumentar a produtividade e apostar no comércio com as economias emergentes, onde o luxo começa a ser acessível para alguns.