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Barroso faz braço-de-ferro com esquerda europeia

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Barroso faz braço-de-ferro com esquerda europeia

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Dos sorrisos ao braço-de-ferro. Durão Barroso continua a não ceder perante a esquerda do Parlamento Europeu. O indigitado presidente da Comissão, que foi aprovado pelos eurodeputados por uma confortável maioria, corre agora o risco de ver rejeitada a sua equipa no voto do próximo dia 27, tudo por causa de Rocco Buttiglione.

Martin Schultz, o líder dos socialistas, ameaçou. “Penso que nós, os socialistas europeus, não podemos dar a nossa confiança a esta comissão”. Para ser aceite, a Comissão de Barroso precisa dos votos favoráveis de, pelo menos, 367 dos 732 eurodeputados. E embora conte com o apoio dos populares, principal força da eurocâmara, outros grupos se opõem abertamente. São eles os verdes, os comunistas e os eurocépticos nórdicos. Se socialistas e liberais também disserem não, haverá uma maioria de 408 votos contra a Comissão de Barroso. O liberal Graham Watson, com oito comissários da sua cor na equipa, apela agora a Buttiglione para que tome uma decisão: “O meu grupo apoiou o Sr. Barroso para presidente da Comissão e acredito que vai ser um bom presidente. Mas também admito que, a menos que o Sr. Buttiglione seja, de alguma forma, afastado, ser-nos-á impossível encontrar a confiança necessária entre Parlamento e Comissão. Espero pois que o Sr. Buttiglione tome a sua própria decisão.” Caso contrário, são os socialistas e os liberais que fazem a diferença, embora nada garanta que todos os eurodeputados sigam as indicações de votos dos líderes parlamentares. Mas o braço-de-ferro entre Barroso e Parlamento está a gerar uma crise inédita na União Europeia. O fim do suspense está previsto para a próxima quinta-feira.