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Portugal: Protesto contra propinas termina em confrontos em Coimbra

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Portugal: Protesto contra propinas termina em confrontos em Coimbra

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Os protestos contra o aumento das propinas nas universidades portuguesas assumem contornos violentos, como ficou demontrado esta quarta-feira, em Coimbra, à porta da reunião do Senado da Universidade.

Durante a tarde, a tentativa de invasão da sala pelos estudantes acabou em pancada, empurrões e uso de gás lacrimogénio pela polícia. Segundo a Associação Académica, seis alunos sofreram ferimentos ligeiros, um outro foi detido e será ouvido em tribunal. O reitor argumentou que a presença policial era necessária para assegurar o funcionamento normal do Senado. O presidente da Associação Académica de Coimbra, Miguel Duarte, contrapôs e falou em retrocesso democrático: “Isto nunca se passou na vida da nossa Universidade, pelo menos no tempo em que o Estado é de direito democrático”. Ao final do dia, após um encontro com o homólogo espanhol, em Faro, o Ministro da Administração Interna, Daniel Sanches, defendia as forças de segurança e dizia desconhecer pormenores da situação: “Falam-me em cargas, eu não tenho conhecimento de cargas, oficialmente o que sei é que houve contenção. Agora falam-me de gás. Não sei de facto o que se passou”. O protesto durou até à noite e prolongou-se com uma vigília frente à esquadra da polícia, em sinal de apoio ao aluno detido. No fim da reunião o Senado decidiu aumentar a propina para o valor máximo. O reitor, Seabra Santos, lamenta os confrontos mas recusa demitir-se.