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Trabalhadores da DHL revoltados com o governo de Guy Verhofstadt

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Trabalhadores da DHL revoltados com o governo de Guy Verhofstadt

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Uma grande manifestação de descontentamento foi a reação dos trabalhadores da empresa de correio expresso DHL, em Bruxelas. Em causa mais de um milhar de despedimentos na sequência do fracasso negocial entre o governo belga e a direcção da empresa, que planeava uma polémica expansão das suas actividades.

A notícia foi dada durante a noite e provocou uma paralização espontânea nas instalações da empresa. Os protestos prolongaram-se até ao meio da manhã. “Obrigado ao governo. Ele conseguiu muito bem aquilo que queria. Quem vai dizer a toda esta gente que vão ser despedidos?”, pergunta um trabalhador. O governo de Guy Verhofstadt limitou-se a declarar que “lamenta a decisão da DHL por não ter aderido às propostas de redução do barulho dos aviões”. A empresa, detida pela Deutsche Post, pretendia aumentar a sua actividade na Bélgica mas esta expansão criou conflito com os governos regionais de Bruxelas e da Flandres e com o governo central. A duplicação do número de voos intercontinentais da DHL iria aumentar consideralvelmente o ruído, que afecta já a população residente nas imediações do aeroporto de Bruxelas. O governo exigiu a substituição dos aviões utilizados pela empresa. Perante a impossibilidade de um acordo, a DHL estuda a possibilidade de deslocalizar a sede intercontinental para Leipzig, na Alemanha, ou Vatry, no Nordeste de França. Até ao momento ainda não foram tomadas decisões. Na Bélgica, a DHL conta com 3500 postos de trabalho – metade poderá se suprimida.