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Comissão de Barroso arrisca chumbo do Parlamento Europeu

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Comissão de Barroso arrisca chumbo do Parlamento Europeu

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O caso Buttiglione pôs frente-a-frente o presidente indigitado da Comissão Europeia e os líderes das bancadas do hemiciclo de Estrasburgo. Durão Barroso precisa do apoio dos socialistas para obter a aprovação da sua equipa no dia 27. Mas as convicções morais de Rocco Buttiglionne sobre a homossexualidade e o papel da mulher levaram a esquerda europeia a pedir a Barroso que não lhe atribua a pasta da Justiça e Liberdades Civis. O antigo primeiro-ministro português recusou, afirmando que lhe cabe a ele “a responsabilidade nas escolhas individuais e que ao parlamento cabe tomar as suas responsabilidades na votação da próxima semana.”

O hemiciclo não pode chumbar um comissário individualmente, traduzindo-se um voto negativo na recusa de toda a Comissão. O líder da bancada socialista, o alemão Martin Shulz, afirma ter pedido a Barroso para “mudar algo de forma a obter um voto favorável” da parte do seu grupo parlamentar, mas Barroso, “não mudou nada” pelo que os socialistas “não vão aprovar esta comissão.” Na origem do braço-de-ferro estão as declarações do italiano Rocco Buttiglione que qualificou a homossexualidade de “pecado” e afirmou que a família existe para “a mulher ter filhos e ser protegida pelo marido”. Apesar de se ter retratado numa carta a Barroso e deste assumir a responsabilidade política directa na questão das Liberdades Individuais, a futura Comissão pode estar ameaçada se todas as partes se mantiverem intransigentes.