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Futuro incerto para a Comissão Barroso


A redação de Bruxelas

Futuro incerto para a Comissão Barroso

Reunião de crise da Comissão Barroso, à porta fechada, nos arredores de Bruxelas. O primeiro encontro da equipa do ex-primeiro ministro português, após a audição dos comissários, está ensombrado pela polémica em volta de Rocco Buttiglione.

Barroso quer manter o indigitado comissário para a Justiça, Liberdade e Segurança e já faz contas a quantos eurodeputados poderão apoiar a sua escolha. Nada está garantido. E em Bruxelas, começam a perspectivar-se alternativas. A porta-voz da nova Comissão já admitiu: “Um voto negativo significaria que o novo colégio não poderia tomar posse e, portanto, uma Comissão interina deveria permanecer em funções até à resolução da crise. Penso que existem várias opções possíveis, mas a solução a tomar seria política, no caso de um voto negativo”. No fundo, isto significa que Romano Prodi e a sua equipa ficariam interinamente em funções. O actual presidente da Comissão estava esta sexta-feira em Sofia, mas o seu porta-voz admitiu que Prodi está disponível para assumir essa responsabilidade, caso o Parlamento Europeu recuse a investidura da equipa de Barroso. A eventual rejeição do novo executivo na próxima quarta-feira seria uma novidade na história da União e lançaria uma crise comparável à demissão em bloco da Comissão presidida pelo luxemburguês Jacques Santer, em 1999.
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