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Estrela africana julgada em Paris

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Estrela africana julgada em Paris

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Chamam-lhe “o rei da rumba congolesa” e é considerado um dos artistas africanos mais prestigiados. Mas a música, agora, é outra. Papa Wemba enfrentou, esta segunda-feira, em Paris, o primeiro dia de um julgamento no qual é acusado de ajudar à imigração clandestina, o que pode acarretar uma pena de 10 anos de prisão. O cantor é suspeito de ter conseguido centenas de vistos para cidadãos do Congo que nunca voltaram para a terra-natal.

O seu advogado afirmou que Papa Wemba aceita a responsabilidade no caso, mas não a dos outros sete acusados, recusando tornar-se num bode expiatório. As autoridades francesas começaram a investigar o artista quando, em 2000, este trouxe cerca de 200 congoleses para participarem nos seus concertos na Europa. Muitos deles acabaram por ficar. Papa Wemba admitiu ter recebido dinheiro para facilitar a emissão dos documentos de entrada, estimando-se que tenha cobrado cerca de 3500 euros por pessoa. Mais tarde, o cantor dizia ter agido por “razões humanitárias”.