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Pitcairn contesta jurisdição britânica para julgar queixas de agressões sexuais

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Pitcairn contesta jurisdição britânica para julgar queixas de agressões sexuais

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Depois de cinco anos de investigação e três semanas de julgamento, foram considerados culpados seis dos sete homens de Pitcairn acusados de violação e agressões sexuais de raparigas de 12 anos. As sentenças serão lidas esta semana pelo tribunal britânico, em Adamstown, a capital de Pitcairn.

Mas os 47 habitantes da ilha do Pacífico Sul avançaram com um processo na Nova Zelândia, contestando a jurisdição britânica sobre a colónia formada no século XVIII pelos amotinados do navio “Bounty”. As queixosas, que testemunharam por vídeo-conferência desde a Nova Zelândia, relatam violações e agressões sexuais, factos ocorridos há cerca de 40 anos. As mulheres da ilha falam de uma tradição e a esposa de um réu afirma que o marido é inocente e não é um pedófilo. O presidente da Câmara é o que incorre em penas mais severas. A pequena comunidade teme pela sua sobrevivência, pois sem porto nem aeroporto, são os acusados que melhor conhecem a difícil costa da ilha e os meios para atracar os barcos, único elo de ligação com o Mundo.