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Colonos judeus preparam-se para resistir à saída de Gaza

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Colonos judeus preparam-se para resistir à saída de Gaza

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O que Ariel Sharon pretende fazer divide os próprios colonos judeus. Uma grande parte está revoltada, brande ameaças de resistência armada contra a evacuação e quer organizar-se em torno de milícias. Os que se resignam com a saída podem abandonar o território com recompensas no bolso que oscilam entre os 200 e os 300 mil dólares por família.

Os números são já conhecidos. O plano de retirada prevê o desaparecimento das 21 colónias judaicas da Faixa de Gaza. Morag, Netzarim e Kfar Darom, são as primeiras a ser apagadas do mapa. Casas e sinagogas serão demolidas. Ficam as escolas e as fábricas. Oito mil judeus terão de sair. O que começou por ser um afastamento categórico e unilateral por parte de Sharon, recusando o diálogo com os palestinianos, acabou por levantar a revolta entre os seus, como o provaram alguns desmantelamentos esporádicos. Muitos asseguram que a retirada de Gaza, conquistada ao Egipto em 1967, vai dar razão aos palestinianos e destina-se a alargar a margem de manobra para consolidar território hebraico na Cisjordânia, onde apenas quatro colonatos deverão ser destruídos. Os protestos tomam várias faces. Desde cordões humanos, até orações de súplica no Muro das Lamentações, em Jerusalém, que passam por promessas de vingança pelo direito à Terra Santa.