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As ovelhas negras da família comunitária de Barroso

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As ovelhas negras da família comunitária de Barroso

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O rosto da crise é Rocco Buttiglione. Foram as suas declaraões que provocaram o caos nas instituições europeias. Nomeado pelo governo de Roma, o italiano indigitado para a pasta da Justiça, Liberdades e Segurança chocou os eurodeputados ao dizer que a homossexualidade é “um pecado” e que “a família existe para permitir à mulher ter filhos e ser protegida pelo marido”.

Mas Buttiglione não deve ser o bode expiatório do fracasso da equipa de Barroso. Durante as audições, os eurodeputados também não se deixaram convencer por Neelie Kroes. Receiam eventuais conflitos de interesse, já que a comissária holandesa, indigitada para a pasta da Concorrência, desempenhou cargos de relevo em várias multinacionais. O húngaro Lazlo Kovacz também não agradou aos deputados europeus. Indicado para a pasta da Energia, a comissão parlamentar que o inquiriu (Indústria, Investigação e Energia) considerou-o incompetente para desempenhar o cargo. A mesma acusação pesa sobre a dinamarquesa Mariann Fischer Boel (Agricultura), a letã Ingrida Udre (Fiscalidade) ou o grego Starros Dimas (Ambiente) – outras ovelhas negras na família comunitária de Barroso.