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Parlamento reage à marcha atrás de Durão Barroso

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Parlamento reage à marcha atrás de Durão Barroso

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Depois do recuo de Barroso, perante o Parlamento Europeu, as reacções não se fizeram esperar, tanto à esquerda como à direita.

Martin Schulz está manifestamente satisfeito. “É uma vitória para o Parlamento e para o grupo socialista. Espero que Barroso venha agora com uma proposta que possa recolher uma larga maioria dos votos do Parlamento”, afirma o líder dos socialistas europeus. Do ponto de vista da direita, o presidente da bancada popular, minimiza. “Nós respeitamos a decisão do presidente da Comissão. Se ele diz que precisa de mais tempo, devemos respeitar isso”, afirma Hans-Gert Poettering. Os liberais, que tinham apoiado a candidatura de Barroso à presidência, mas não concordavam com a sua comissão, aceitam agora com a decisão tomada. Diz o líder, Graham Watson: “Penso que a decisão de não apresentar a Comissão foi a correcta, aquela que era preciso tomar. Foi uma forma elegante de avançar, que permite uma vitória do Parlamento sem infligir uma derrota à Comissão.” Os Verdes europeus esperam agora para ver. As declarações de Daniel Cohn-Bendit, co-presidente do grupo: “Vamos ver o que ele [Barroso] nos vai propor. Estamos apenas a meio caminho. É preciso que proponha uma nova Comissão com gente competente.” Quem também espera para ver é Jean-Louis Bourlanges. Este liberal, presidente da comissão parlamentar das Liberdades Civis, Justiça e Assuntos Internos – responsável pela audição de Buttiglione -, considera que a bola está agora do lado de Barroso. “O Parlamento não tem que colocar condições prévias. Cada um tem o seu papel. O Sr. Barroso está encarregue de propor uma Comissão. Retirou a sua proposta porque não a considerou adequada e agora deverá fazer-nos uma outra. Se ele vai alterar um pouco, muito, nada, até à exaustão… isso eu não sei”, admite. A única coisa que se sabe é que Barroso vai ter de tomar decisões, antes de voltar a apresentar uma nova equipa ao Parlamento.