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Patrões e sindicatos da Volkswagen encetam ronda decisiva

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Patrões e sindicatos da Volkswagen encetam ronda decisiva

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Esta quinta-feira é o dia do tudo ou nada para a Volkswagen. Os representantes da administração reúnem-se com os sindicatos para uma última ronda de negociações.

Os trabalhadores continuam o protesto contra o plano de redução de custos da empresa, que prevê o congelamento dos salários durante dois anos e o fim de várias regalias. O principal sindicato dos metalúrgicos da Alemanha, o IG Metall, ameaça decretar uma greve, se a administração não recuar. Hartmut Meine, porta-voz do sindicato, diz que “os patrões recusaram, de forma agressiva, a proposta do IG Metall e isso é triste”. Mas acrescenta que espera, “no entanto, poder chegar a um acordo”. A Volkswagen controla, actualmente, sete marcas de automóveis. Nos últimos nove meses, teve uma facturação de 67,4 mil milhões de euros, um número em queda em relação ao ano passado. Emprega cerca de 337 mil pessoas, metade das quais na Alemanha. O plano proposto pela Volkswagen pretende reduzir os custos e, ao mesmo tempo, salvar mais de cem mil empregos em seis fábricas da Alemanha. O IG Metall continua a rejeitar a ideia do congelamento salarial, mas abdicou já do pedido de aumento de quatro por cento. Ontem, os trabalhadores fizeram uma pausa de três horas, em sinal de protesto.