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Madrid permite investigação em células estaminais embrionárias

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Madrid permite investigação em células estaminais embrionárias

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O governo espanhol aprovou, esta sexta-feira, um decreto que vai permitir a investigação científica com células pré-embrionárias ou estaminais. Estas células são provenientes dos pré-embriões restantes das técnicas de reprodução assistida.

O decreto, que teve o parecer favorável da Comissão Nacional de Reprodução Humana Assistida e do Conselho de Estado, dará aos progenitores a possibilidade de doarem os seus pré-embriões restantes para projectos concretos de investigação, como anunciou, em conferência de imprensa, a ministra espanhola da Saúde e do Consumo, Elena Salgado. Para evitar abusos deste tipo de práticas, os projectos científicos, antes de terem início, terão de passar pela Comissão de Seguimento e Controlo de Doação e Utilização de Células e Tecidos Humanos, que analisará cada caso individualmente. Para o cientista Erique de la Rosa “esta lei é importante porque vai permitir aplicar o que foi descoberto nos animais até há data, nos humanos.” Como aconteceu com a aprovação dos casamentos homossexuais, a Conferência Episcopal Espanhola qualificou o novo decreto de “moralmente inaceitável”, já que como refere tratar-se de investigar com “seres humanos em estado embrionário”. Até hoje, a doação de pré-embriões restantes, em Espanha, só podia ser feita para fertilização de outros casais.