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Yasser Arafat a caminho de Paris onde será hospitalizado

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Yasser Arafat a caminho de Paris onde será hospitalizado

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Rodeado de centenas de apoiantes, Yasser Arafat deixou, esta manhã, a Muqata pela primeira vez depois de quase três anos de cerco imposto pelo exército israelita.

Uma multidão, entre colaboradores políticos e muitos curiosos, acompanhou-o ao longo da estrada que o levou aos dois helicópteros que o esperavam para o conduzirem a Amã, na Jordânia. O estado de saúde do líder da Autoridade Palestiniana, de 75 anos, degradou-se nos últimos dias. As causas: uma anomalia sanguínea, talvez uma leucemia, segundo as últimas informações fornecidas pela sua equipa médica. Em Ramalah os colaboradores despediram-se do líder histórico, que durante 40 anos lutou pela criação de um Estado palestiniano. Um adeus ou um até breve ainda não se sabe. Tudo dependerá da evolução da sua doença. Antes da decisão desta viagem, Israel deu a sua garantia à França de que Arafat poderá regressar à Cisjordânia depois do tratamento. A viagem teve duas etapas. Um voo de vinte minutos de Ramalah a Amã, na Jordânia, e daqui um avião fretado pelas autoridades francesas levou-o rumo a Paris. Neste voo encontram-se a esposa, o ministro dos Assuntos Civis e o chefe da guarda presidencial. A França aceitou acolhê-lo depois de um pedido da Autoridade Palestiniana. Arafat não designou nenhum sucessor, pelo que, o seu eventual falecimento poderá desencadear uma forte luta pelo poder nos territórios palestinianos e pôr em causa a retirada unilateral da Faixa de Gaza aprovada,esta semana, pelo parlamento israelita. Quatro figuras são apontadas como potenciais sucessores do Raïs. O actual primeiro-ministro, Ahmad Qorei, o número dois da OLP e antigo primeiro-ministro Mahmoud Abbas, o antigo ministro do Interior Mohamed Dahalan e Marwan Barghouti, líder da resistência da Cisjordânia, mas detido numa cadeia de Israel. As próximas 72 horas serão cruciais na avaliação do verdadeiro estado de saúde de Arafat e para o futuro do povo palestiniano.