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A Ucrânia tem este domingo um teste à sua verdadeira democracia

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A Ucrânia tem este domingo um teste à sua verdadeira democracia

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Cerca de 37 milhões de eleitores são chamados às urnas para eleições presidenciais, numa altura que o partido no poder e a oposição se degladiam sob o olhar atento de Moscovo que tem importantes interesses financeiros no país.

O rosto da oposição chama-se Viktor Iouchtchencko, pró-ocidental, um antigo primeiro-ministro reformador, de 50 anos, apoiado no último comício em Kiev, por mais de 100 mil pessoas. Este candidato propõe-se lutar contra a corrupção, um verdadeiro flagelo neste país de 48 milhões de habitantes. Ele teve, no entanto, de suspender a campanha eleitoral durante duas semanas devido a uma misteriosa doença. Iouchtchenko acusou o regime de Koutchma de tentativa de envenamento para o eliminar da corrida. Este candidato encontra-se taco-a-taco nas sondagens com o actual primeiro-ministro, Vitkor Ianoukovitch, designado pelo regime para suceder o presidente cessante Leonid Koutchma. Claramente apoiado pelo Kremlin, Ianoukovitch, prometeu reforçar o laços com Moscovo e os direitos da comunidade de origem russa que representa 50% da população. Uma delegação da União Europeia estará amanhã no país para se encontrar com os diferentes candidatos.