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A América não tem um candidato preferido

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A América não tem um candidato preferido

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A 48 horas das eleições presidenciais norte-americanas as sondagens continuam a apresentar os dois candidatos taco a taco, não sendo possível saber quem é o preferido dos eleitores.

Os norte-americanos parecem divididos na esperança de Kerry e no receio de Bush, tendo como pano de fundo o tema do terrorismo e a guerra do Iraque.George Bush tem evitado referir-se à mensagem de Oussama Bin Laden, difundida sexta-feira, preferindo continuar com os argumentos da inflexibilidade face ao terrorismo. Segundo as sondagens, a mensagem do chefe da al-Aqeda não afectou as intenções de voto. Alguns analistas dizem mesmo que o vídeo pode favorecer John Kerry, quando Bin Laden ameaça que “novos atentados poderão visar a América se nada mudar na política do país.” Mas qual será afinal o eleitorado que vai decidir o empate que se verifica desde praticamente o início da campanha? Em Detroit, no estado do Michigam, o jornal Arab American News faz campanha contra Bush. O seu director, Oussama Siblani denúncia: “Ele prometeu que ia ser uma administração modesta, mas é arrogante. Ele prometeu que seria uma pessoa para unir não para dividir, mas verificamos que temos o mundo inteiro contra nós” Falta de unanimidade é o que não parece haver na comunidade muçulmana de Detroit. Diz o Imam Hassam do centro islâmico da cidade que, fustrados com a política da actual administração, mais de 80 da comunidade muçulmana escolhe Kerry. Há quatro anos os árabes do Michigam apoiaram Bush, mas a sua política em relação aos direitos civis e direitos dos imigrantes provocou esta reviravolta.