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Kiev entre Moscovo e Bruxelas

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Kiev entre Moscovo e Bruxelas

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Nesta eleição presidencial está em jogo o rumo da Ucrânia: para Leste, em direcção a Moscovo, ou para Ocidente, com Bruxelas no ponto de mira.

O país disfruta duma situação macroeconómica encorajadora. O Produto Interno Bruto registou um crescimento anual acumulado de 13,4 por cento, o maior entre as antigas repúblicas soviéticas, uma taxa de inflação a rondar os oito pontos percentuais e uma taxa de desemprego inferior a sete por cento. Mas o salário mínimo ronda os cinquenta euros e a dependência energética da Rússia é quase total. Este país de quase 50 milhões de habitantes está, por outro lado, dividido. O leste da Ucrânia é industrializado e composto por uma população russófona, enquanto a ocidente a língua ucraniana impera, assim como uma atracção pelo sonho europeu. Mas a Rússia está pouco disposta a perder a influência que exerce sobre o seu vizinho e pretende criar um espaço económico comum com a Ucrânia, Bielorússia e Cazaquistão. Para reforçar o apoio de Moscovo ao actual poder de Kiev, Vladimir Putin efectuou uma visita ao país a poucos dias do escrutínio presidencial. Embora o motivo oficial da presença de Putin fosse a celebração do fim da ocupação Nazi, o presidente russo não deixou de elogiar o actual governo de Kiev. Uma interferência denunciada pela oposição que se revê no ideal da União Europeia.