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Ucrânia: eleições presidenciais decisivas para o futuro do país

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Ucrânia: eleições presidenciais decisivas para o futuro do país

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Os ucranianos escolheram este domingo o sucessor do presidente Leonid Kutchma. Um escrutínio para já marcado pela denúncia de irregularidades. O candidato do poder é o primeiro-ministro Viktor Yanukovich. Defensor do restablecimento de laços fortes com Moscovo, o actual chefe do executivo está creditado com 34 por cento das intenções de voto, valor que a confirmar-se será insuficiente para obter a eleição na primeira volta.

O principal adversário é Viktor Yushchenko que é creditado, pelas sondagens, com igual percentagem dos sufrágios. Partidário duma aproximação ao Ocidente, este antigo primeiro-ministro é um liberal que fez da luta contra a corrupção a sua principal arma de campanha. Outros 22 candidatos concorrem às presidenciais ucranianas. Leonid Kuchma poderia ser eleito para um terceiro mandato mas os seus dez anos na chefia do Estado ficaram manchados por vários escandâlos. O presidente decidiu não se recandidatar mas colocou a máquina admnistrativa do Estado ao serviço do seu primeiro-ministro. As eleições estão a ser atentamente seguidas pela comunidade internacional. A campanha ficou marcada por pressões sobre os orgãos de comunicação social e por intimidações policiais. Quanto ao acto eleitoral, uma ONG de observadores independentes denunciou o que qualificou de “sérias irregularidades” em diversas cidades do país. Para prevenir manifestações de protesto a seguir ao anúncio dos primeiros resultados preliminares foram tomadas várias medidas de segurança em torno do edifício da Comissão Eleitoral Central, em Kiev.