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Oposição ucraniana acusa o poder de "roubar a vitória" nas presidenciais

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Oposição ucraniana acusa o poder de "roubar a vitória" nas presidenciais

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As eleições presidenciais na Ucrânia não se resolveram na primeira volta e ameaçam aumentar a tensão vivida na antiga república soviética. Durante a contagem dos votos, já praticamente terminada, o edifício da comissão eleitoral, em Kiev, foi contornado por uma barricada militar.

No interior, os resultados revelavam a diferença mínima entre os dois homens que querem ser presidentes e que racharam o país a meio. A parte Leste da Ucrânia deu 40% dos votos ao primeiro-ministro, Viktor Ianukovitch. A parte Oeste atribuiu ao candidato da oposição, Viktor Iuschenko, 39 por cento. Mas, para os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, este escrutínio está ferido de morte. As conclusões são peremptórias: as irregularidades foram demasiadas e os critérios democráticos europeus não foram cumpridos. Os especialistas registaram monopólio mediático, a favor do candidato do poder, Ianukovitch, pressões sobre a comunidade estudantil e erros nas listas eleitorais. Durante a contagem dos boletins, aconteceu o insólito. O chefe de governo, Ianukovitch, apoiado pelo presidente cessante, Leonid Kuchma, e pelo Kremlin, clamou vitória. Mas o rival Iushenko, o candidato pró-ocidental, também assegurava ser o vencedor e mesmo ter conquistado mais de 50% das votações, o que resolveria as eleições agora. Os seus apoiantes, dos partidos da oposição, dizem o mesmo, acusam o poder de “roubar a vitória” a Iushenko e organizaram manifestações no Oeste do país e em Kiev. A segunda volta está prevista para o próximo dia 21.