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Kerry admite derrota

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Kerry admite derrota

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No mesmo local onde há um ano iniciou a campanha para as presidenciais, John Kerry admitiu esta quarta-feira a derrota e felicitou George W. Bush.No Faneuil Hall, na biblioteca púlica de Boston, o candidato democrata à presidência norte-americana agradeceu “do fundo do coração” a todos os que o apoiaram.

Num tom de voz emocionado, referiu que falou com George Bush para o congratular pela vitória. Kerry disse ter tido “uma boa conversa sobre o risco de divisão no país” e abordou com o presidente “a indispensável necessidade de unidade para encontrar um terreno de entendimento e para unir” os americanos e referiu esperar que comece agora “o processo de cicatrização”. Kerry mudou depois o discurso que até aqui o tinha distinguido de George Bush, ao referir que mais do que nunca e com os soldados a lutarem, os americanos “devem unir-se e ter êxito no Iraque e ganhar a guerra contra o terrorismo.” E garantiu fazer tudo o que está ao seu alcance para se assegurar de que o seu partido, “um Partido Democrata orgulhoso”, continua a defender estes ideais. Para concluir, disse que o trabalho iniciado na campanha eleitoral não vai ficar por aí. Mesmo antes do fim da contagem dos boletins de voto no Estado do Ohio, Kerry reconheceu que a distância que o separa de Bush é dificilmente alcançável, justificando assim o facto de já ter reconhecido a derrota. Neste discurso de derrota com as lágrimas nos olhos, o candidato democrata demonstrou talvez não ser o homem frio, hesitante e lento a reagir aos ataques de que sempre foi acusado. Uma demonstração que surge no entanto tarde demais.