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Blair apela ao reforço das relações transatlânticas após reeleição de Bush

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Blair apela ao reforço das relações transatlânticas após reeleição de Bush

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Foi com a tradicional fleuma inglesa que Tony Blair apelou à União Europeia para que reforce os laços com Washington: “Os dirigentes europeus devem encarar a ‘nova realidade’ que é o facto de George Bush ter sido reeleito para a Casa Branca”

Desde a guerra no Iraque, ficaram tensas as relações entre os dois blocos. Uma tensão agravada pelas inúmeras guerras comerciais e pela recusa norte-americana em ratificar o Protocolo de Quioto. A França é o país que tem tido as relações mais difíceis. É de Paris que deve, agora, partir o primeiro gesto, diz o embaixador de Washington para a União Europeia. “Se a França mudar de atitude face aos Estados Unidos, imagino que nós faremos o mesmo”, afirmou Rockwell Schnabel. E acrescentou: “A França, realmente, tem sido muito difícil. A Alemanha já está a mudar e estamos a fazer muitas coisas. Durante muitos, muitos anos, mantivémos relações com a França e esperamos que esta situação possa ser remediada. As relações de negócios com a França estão a funcionar muito bem. Os problemas existem é a nível da liderança, a nível político. E, mesmo aqui, há um forte desejo de resolver as coisas o mais rapidamente possível e acredito que, com o tempo, vamos lá.” O primeiro-ministro do Luxemburgo é mais pragmático. Jean-Claude Juncker diz que é preciso avançar, seja com quem for: “Os governos da União Europeia devem cooperar com todos os presidentes americanos e com todas as administrações americanas, sejam elas quais forem. Nós conhecemos Bush, ele conhece-nos, penso que, dos dois lados do Atlântico, já percebemos que é preciso aprofundar as relações transatlânticas para sair deste ‘statu quo’ que não satisfaz ninguém”.