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Governo português quer cobrar o acesso rodoviário às grandes cidades

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Governo português quer cobrar o acesso rodoviário às grandes cidades

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Entrar de carro em Lisboa e no Porto, só depois de pagar portagens. Essa é a proposta do governo de Pedro Santana Lopes, justificada com a necessidade de reduzir a dependência de Portugal face ao petróleo. A medida está integrada num pacote geral, no qual figuram outros projectos como a construção de mais barragens e parques eólicos, reforçando o recurso a energias renováveis.

A oposição já manifestou dois argumentos contra a iniciativa. Lisboa e Porto ainda não têm um sistema de transportes públicos que compense o condicionamento rodoviário; e os custos para os cidadãos. Mas Álvaro Barreto, ministro das Actividades Económicas, expõe o problema assim: “A nossa vulnerabilidade ao preço do petróleo é grande. Se, a nível europeu, se pensa que o barril a 50 dólares afecta os PIB em 0,6/0,8%, no caso português, os valores serão o dobro.” A iniciativa, para já aprovada em Conselho de Ministros, recorda as medidas implementadas em Londres, onde as explicações passaram mais pela poluição e pelo congestionamento galopante.