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"Nova folha": o plano israelita para lidar com a morte de Arafat

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"Nova folha": o plano israelita para lidar com a morte de Arafat

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As notícias sobre o estado de saúde crítico de Yasser Arafat levaram as autoridades israelitas a reforçarem a segurança em todo o território, em especial em Jerusalém, onde são esperadas mais de 150 mil fiéis muçulmanos para as orações de sexta-feira.

O chefe do estado maior israelita Moshe Yaalon reunido hoje com os principais responsáveis militares, deu indicações para a prevenção de eventuais confrontos nos territórios ocupados. Desde há meses que Israel prepara um plano, denominado, folha nova, que prevê o reforço da segurança na Cisjordânia e em Gaza assim como junto à fronteira libanesa em caso do falecimento de Arafat. O plano prevê ainda o enterro do líder, fora de Jerusalém Oriental, ao contrário da vontade expressa pelo presidente da autoridade palestiniana. Sobre este tema uma israelita é peremptória: “Arafat não deveria ser enterrado em Jerusalém”. Uma hipótese igualmente recusada pelo governo israelita. Tommy Lapid, o ministro da justiça, do partido laico Shinui, afirma, que Arafat poderá ser enterrado em todo o lado menos em Jerusalém. Porquê, porque Jerusalém é a cidade sepulcro dos reis Judaicos e n~ao de terroristas árabes. Desde a reunião de domingo, que o governo israelita mantém-se silencioso sobre o estado de saúde de Arafat, seguindo as indicaçõe de Sharon. O primeiro-ministro prossegue as consultas para decidir a localização do sepulcro de Arafat, provavelmente a faixa de Gaza. Outra hipótese mais polémica refere-se ao seu enterro junto ao muro de defesa israelita, na cidade de Abu Dis.