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Declarado o estado de emergência no Iraque

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Declarado o estado de emergência no Iraque

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O governo iraquiano declarou o estado de emergência no país, durante os próximos sessenta dias, na sequência da vaga de atentados que desde ontem assola o chamado triângulo sunita.

A medida que não se aplica na zona curda, prevê a imposição de um recolher obrigatório, o estabelecimento de postos de controlo, e a possibilidade de julgar eventuais suspeitos vinte quatro horas após a sua detenção, entre outras situações. A decisão foi tomada pelo primeiro-ministro Yiad Allawi poucos minutos depois de um atentado bombista, o terceiro desde esta manhã, ter sacudido a capital iraquiana, matando duas pessoas. O ataque visava o ministro das finanças iraquiano Adel Abdul Mahdi que escapou ileso. Horas antes dois ataques contra esquadras em Haditha e Haklaniya, a noroeste de Bagdade, faziam aumentar o saldo de mortes de polícias iraquianos para mais de meia centena só nas últimas quarenta e oito horas. Os quatro atentados bombistas de ontem em Samara foram entretanto reivindicados pelo grupo do jordano Abu Mussab Al-Zarqawi, o alvo dos bombardeamentos norte-americanos sobre a cidade rebelde de Fallujah. O aumento dos ataques da guerrilha coincide com o intensificar dos bombardeamentos. Sete vagas de ataques foram lançadas desde a tarde de ontem, visando alegados esconderijos de armas na cidade. À semelhança do que se tem passado nos últimos dias é impossível apurar um número preciso de vítimas. Mais de 150 mil pessoas abandonaram a cidade nos últimos dias entre as quais parte dos combatentes sunitas que são alvo da operação.