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França envia reforços militares para a Costa do Marfim

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França envia reforços militares para a Costa do Marfim

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A Costa do Marfim volta a estar em estado de guerra. Durante a noite grupos de apoiantes do presidente Laurent Gbagbo pilharam e incendiaram diversos edifícios propriedade de franceses em Abidjan, entre os quais quatro escolas.

Os cerca de 6 mil militares da força de interposição da ONU terão retaliado algumas acções, disparando sobre um grupo de manifestantes que tentavam ocupar o aeroporto. Paris enviou mais trezentos militares para se juntarem aos 4 mil no território, com o objectivo de proteger os franceses que habitam a cidade. Por detrás dos motins ao longo da capital económica Abidjan, o líder dos jovens patriotas, próximos de Gbagbo, apelou ontem aos seus apoiantes para que não ataquem os franceses mas que ocupem o aeroporto. Desde ontem que a situação no território se degradou, depois do exército marfinense ter bombardeado posições dos rebeldes, vitimando mortalmente nove militares franceses e ferindo outros trinta soldados das forças de paz da ONU. A acção que representa uma violação dos acordos de paz de Marcoussis que dividiram o país entre rebeldes e governo, foi vivamente condenada pelo conselho de segurança da ONU que aprovou uma resolução em que apela às duas partes para respeitarem o cessar-fogo. Segundo alguns testemunhos, os militares do governo poderão ter começado a retirar do território rebelde nas últimas horas.