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França reforça presença militar na Costa do Marfim

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França reforça presença militar na Costa do Marfim

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A França enviou um reforço de 300 militares para a Costa do Marfim, para controlar a vaga de pilhagens e ataques que desde ontem visa interesses franceses no território.

Grupos de apoiantes do presidente Laurent Gbagbo incendiaram durante a noite quatro escolas francesas em Abidjan, tentando depois tomar o aeroporto da cidade. Os cerca de 6 mil militares da força de interposição da ONU, 4 mil dos quais são franceses, terão retaliado algumas acções, disparando sobre grupos de manifestantes apoiantes de Gbagbo, negando no entanto ter feito vítimas. O estado de guerra volta à costa do Marfim, um dia depois do exército ter quebrado o acordo de cessar-fogo com os rebeldes, ao bombardear posições em Bouaké a norte da chamada “linha de confiança”, que divide o exército a sul, dos rebeldes, a norte. A morte de nove militares franceses e um civil norte-americano durante o ataque levou a França a ripostar, destruindo os dois aviões e cinco helicópteros que constituíam a força aérea marfinense. O primeiro-ministro francês, Jean-Pierre Raffarin de visita ao quartel de Poitiers, no norte do país, de onde eram originários os soldados mortos ontem, exprimiu a sua tristeza: “Estavam lá para evitar uma guerra civil o que torna o drama ainda mais cruel”. O conselho de segurança das Nações Unidas condenou ontem a acção. Paris tenta agora fazer aprovar uma resolução que imponha sanções ao regime marfinense, nomeadamente um embargo à compra de armas.