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Abidjan: Cresce a tensão entre marfinenses e franceses

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Abidjan: Cresce a tensão entre marfinenses e franceses

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Situação muito tensa na cidade de Abidjan, na Costa do Marfim. Milhares de pessoas concentraram-se esta segunda-feira junto à residência do presidente Laurent Gbagbo. Muitos dos manifestantes são jovens patriotas que tentavam estabelecer um cordão humano à volta da residência do presidente.

Uma zona da cidade onde estão concentradas as tropas francesas e, segundo algumas agências informativas, foram ouvidos tiros esta manhã, disparados pelos soldados franceses para dispersar os manifestantes. A presença militar francesa neste bairro residencial de diplomatas e ocidentais suscita a cólera dos habitantes, sobretudo dos jovens que têm respondido ao apelo da rádio do Estado para se concentrarem maciçamente junto da residência presidencial. A presença das tropas francesas parece ser o principal pomo da discórdia. Já esta manhã um porta-voz do governo marfinense afirmou que a “França deveria retirar as suas tropas de Abidjan” e ontem o presidente Gbagbo exortou a população a voltar a casa e a “não ceder a provocação”.Chirac respondeu já hoje que “a França é um aliado da Costa do Marfim e que é preciso encontrar a via da reconciliação nacional”. Mas dos próximos do presidente da Costa do Marfim são muitas as declarações belicosas contra a França. Paris garante que a presença dos soldados franceses faz-se no cumprimento dos acordos de Marcoussis e que a intervenção militar é apenas para proteger os cerca de 14 mil franceses que vivem na Costa do Marfim. Uma intervenção que custou a vida a nove soldados franceses e causou ferimentos em mais 38, durante os bombardeamentos sobre as suas posições efectuados em Bouaké.Os corpos dos soldados mortos chegaram esta manhã ao hospital militar de Val-de-Grâce, em Paris.