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Costa-do-Marfim: Tensão mantém-se apesar da acalmia

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Costa-do-Marfim: Tensão mantém-se apesar da acalmia

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A França não planeia repatriar os cerca de 15.000 franceses residentes na Costa-do-Marfim. Pelo menos por agora. A situação no país da costa oeste africana embora seja crítica acalmou nas últimas horas. Os cidadãos gauleses e outros estrangeiros procuraram refúgio junto das forças da Nações Unidas.

A tensão permanece no ar depois de um fim-de-semana violento. Incitados por vozes próximas do presidente, populares atacaram e pilharam bens de cidadãos franceses e de outros membros da comunidade internacional residente em Abidjan, a principal cidade do país. Ontem à noite o presidente Laurent Gbagbo apelou à calma e expressou os seus sentimentos pela morte de nove militares franceses e um cidadão americano na sequência de um ataque aéreo na semana passada. A França tem no país cerca de quatro mil homens, inseridos numa força das Nações Unidas, de dez mil soldados, que tem como missão assegurar o cessar-fogo entre os grupos rebeldes, no norte, e as forças presidenciais, no sul. Estas lançaram um ataque aéreo contra um acampamento francês na cidade de Bouake. Em represália, o presidente francês Jacques Chirac, ordenou, na sexta-feira, a destruição da força aérea da Costa-do-Marfim, composta por dois caças Sukhoi-25 e cinco helicópteros de combate.