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Mediação de Thabo Mbeki no dia em que a calma regressou à Costa do Marfim

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Mediação de Thabo Mbeki no dia em que a calma regressou à Costa do Marfim

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A calma e a normalidade parecem ter regressado às ruas da Costa do Marfim, mesmo se o sentimento anti-francês permanece ainda bastante forte. Numa altura em que o presidente sul-africano Thabo Mbeki, mandatado pela União Africana, tenta servir de mediador para ultrapassar o conflito, as marcas das pilhagens estão bem presentes e a segurança dos estrangeiros continua a ser a máxima prioridade.

Desde hoje, as forças francesas, a quem são feitas acusações de tentativa de golpe de estado, entretanto desmentidas, patrulham o país em missões conjuntas com o exército marfinense e com os capacetes azuis. No entanto, o clima de instabilidade e a presença de blindados franceses, levou ontem milhares de apoiantes ajuntarem-se nas imediações da residência do presidente Gbagbo em Abidjan. Estes militantes fiéis, que, desde o ataque das forças marfinenses à base francesa de Bouaké, têm semeado o terror entre a comunidade ocidental e deixado o país novamente a ferro-e-fogo, estão imbuídos de um espírito de missão. “Somos os patriotas, estamos aqui para salvar, para libertar o país.” Desde a guerra civil em 2002, a Costa do Marfim está dividida entre os rebeldes a Norte e as forças leais ao presidente Gbagbo a Sul. A assegurar o respeito dos acordos de paz de Marcoussis, estão quatro mil soldados franceses e seis mil capacetes azuis. São estes militares que têm estado, neste momento, envolvidos nas operações de evacuação de estrangeiros para edifícios da ONU ou mesmo para fora do país.