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Costa do Marfim: Protesto termina com balanço trágico

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Costa do Marfim: Protesto termina com balanço trágico

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A última manifestação anti-francesa na Costa do Marfim acabou com um balanço trágico, pelo menos 10 mortos e centenas de feridos. Milhares de manifestantes cercaram o Hotel Ivoire em Abidjan, quartel-general das forças militares francesas que se encontram no território ao serviço da ONU. Os soldados marfinenses dizem que foram obrigados a disparar pois antes alguns manifestantes atiraram contra as autoridades.

Com quase 15 milhões de habitantes, distribuídos por cinco grandes grupos étnicos, divididos em 80 grupos tribais, e uma taxa de analfabetismo superior a 50 por cento, a Costa do Marfim é uma das áreas mais extensas da costa ocidental de África. É também o maior produtor mundial de cacau. Na zona sudoeste do país situam-se as grandes propriedades que não pertencem, na maioria, à etnia Bété do presidente Laurent Gbabo. Os proprietários são na maioria franceses, outros europeus, e também alguns rebeldes. A violência entre uns e outros começou devido a questões de direitos de propriedade das plantações de cacau. De acordo com o governo, já morreram perto de 60 pessoas desde que na semana passada foram mortos os nove soldados franceses na base militar de Bouaké. Milhares de estrangeiros estão prontos a sair do país. A caminho da Costa do Marfim estão já programados voos militares provenientes de vários países europeus para repatriar os cidadãos. O presidente sul-africano Thabo Mbeki tem o papel de mediador nesta crise que é a maior entre marfinenses e franceses nos últimos 44 anos. Esta quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU deverá votar uma resolução de que prevê a aplicação de sanções imediatas à Costa do Marfim.