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Israel reage à morte de Yasser Arafat

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Israel reage à morte de Yasser Arafat

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O governo israelita reuniu-se esta manhã pela primeira vez desde o anúncio oficial da morte de Yasser Arafat. O primeiro-ministro Ariel Sharon recusou várias vezes fazer comentários sobre a morte do líder palestiniano, que considerou ser “o pior criminoso de guerra desde a Segunda Guerra Mundial”. No entanto, não se absteve de dizer que com a morte de Arafat “uma nova era pode começar no Médio Oriente”.

De acordo com fontes governamentais, apenas cinco ministros israelitas foram autorizados a comentar a morte de Arafat. Um desses ministros foi o chefe da pasta da Justiça, Yosef Lapid, que referiu que o líder palestiniano “perdeu a oportunidade para fazer a paz no Médio Oriente e um Estado palestiniano e escolheu o terrorismo como arma, não apenas contra Israel, mas contra as civilizações ocidentais. Ele foi o padrinho da Al Qaeda e de bin Laden.” e conclui que “talvez agora haja uma oportunidade para começar a discutir com os palestinianos que querem verdadeiramente a paz.” Do lado da oposição, a reacção veio do dirigente trabalhista Shimon Peres, com quem Arafat foi laureado com o Prémio Nobel da Paz em 1994. Peres referiu que o líder palestiniano “cometeu o erro de seguir a via do terrorismo porque teve o seu maior sucesso quando tentou seguir a via da paz.” Entretanto, o exército israelita fechou as fronteiras da Cisjordânia e bloqueou o acesso à Esplanada das Mesquitas.