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Costa do Marfim vira-se para os Estados Unidos

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Costa do Marfim vira-se para os Estados Unidos

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Os motins deram lugar a manifestações pró-americanas, na Costa do Marfim. A revolta contra as tropas francesas, acusadas de ocuparem e tentarem controlar o país, transformou-se num pedido de ajuda aos Estados Unidos.

Aliás, o enviado do governo marfinense a Washington anunciou que os americanos poderão mesmo intervir em duas frentes: no apelo a uma retirada militar francesa e no adiamento do voto nas Nações Unidas sobre a imposição de sanções a este país africano, como a França pretende. Paris tenta agora determinar até que ponto se degradaram as relações com a antiga colónia e, sobretudo, com o presidente Laurent Gbagbo. O responsável diplomático francês, Michel Barnier, é prudente e não acusa directamente Gbagbo. Antes afirma estar a investigar de que parte da hierarquia marfinense saiu a ordem para o bombardeamento do dia 6 de Novembro, em Bouaké, que matou nove soldados franceses e feriu 38. Como resposta a este ataque, Paris mandou destruir todos os recursos aéreos do governo de Gbagbo. A saída apressada dos cidadãos estrangeiros continuou este sábado. Desde o reínicio dos conflitos, mais de 2500 ocidentais fugiram da Costa do Marfim, receando o pior. Alguns vieram com relatos de agressões, roubos e mesmo violações.