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Pentágono desmente iraquianos sobre fim da ofensiva em Falluja

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Pentágono desmente iraquianos sobre fim da ofensiva em Falluja

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Americanos e iraquianos discordam na recta final da ofensiva contra Falluja. Mesmo se reconhece a existência de resistentes activos, o governo iraquiano deu por terminada a operação. Para Donald Rumsfeld, o chefe do Pentágono, o trabalho está longe do fim pois muitos rebeldes estão ainda na cidade, embora esta esteja quase na totalidade nas mãos da coligação.

O certo é que em algumas zonas os combates prosseguem e americanos e iraquianos resignaram-se ao facto de que al-Zarqawi e alguns fiéis aliados há muito que abandonaram a cidade. Na ofensiva pelo controlo de Falluja, um soldado americano explica que se mantêm, sempre que possível, afastados das ruas, preferindo os telhados ou abrindo buracos nas paredes, pois as ruas são zonas de morte. Nas buscas casa a casa, as descobertas são por vezes macábras. Num complexo escolar, as tropas americanas não descobriram nem rebeldes nem armas, mas uma prisão e vários cadáveres. Mas com Falluja quase sob controlo, as tropas iraquianas e um batalhão americano já seguiram para Mossul para recuperar a cidade aos rebeldes, que se dizem decididos a alargar a batalha de Falluja a todo o país. Em seis dias de operação na cidade sunita, os americanos perderam 22 soldados, os iraquianos cinco. Cerca de 200 homens ficaram feridos. Do lado dos rebeldes, o número de mortos pode ser superior a mil. Cerca de 200 foram detidos, entre eles vários combatentes estrangeiros.