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União Africana pede embargo contra a Costa do Marfim

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União Africana pede embargo contra a Costa do Marfim

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A União Africana (UA) pede um embargo imediato à venda de armas à Costa do Marfim. Numa cimeira extraordinária, na capital nigeriana, os presidentes do Senegal, Gabão, Togo, Burkina Faso, Gana e Nigéria condenaram implicitamente o homólogo marfinense e apoiaram o projecto de resolução, apresentado pela França, que será votado esta segunda-feira no Conselho de Segurança da ONU.

O texto prevê uma série de sanções se, até 10 de Dezembro o governo marfinense e os rebeldes não retomarem o acordo de paz, firmado em 2003. A União Africana diz-se inquieta com a situação no país, sobretudo, depois do corte de electricidade na parte norte, nas mãos dos rebeldes, e que pode indicar a iminência de um ataque das forças de Abidjan, que controlam o sul. O presidente marfinense, Laurent Gbagbo, que se fez representar na cimeira na Nigéria, contesta o apelo ao embargo, falando de “manipulação pura”. Antes do comunicado da União Africana, Gbagbo negava ter autorizado o ataque que pôs fim ao cessar-fogo, considerando que não é idiota e tem um mínimo de inteligência para saber que não se pode atacar as forças francesas e da ONU, mandatadas internacionalmente. Os dez mil soldados franceses e da ONU têm por missão vigiar a aplicação do acordo de paz e do cessar-fogo. A trégua foi rompida há uma semana. O ataque a território rebelde e contra as tropas de Paris matou nove soldados e criou uma onda de motins, que levou à fuga já de mais de cinco mil estrangeiros.