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Conservadores vão dizer "sim" à nova Comissão, esquerda promete votar contra

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Conservadores vão dizer "sim" à nova Comissão, esquerda promete votar contra

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No voto de investidura da renovada Comissão Europeia, na próxima quinta-feira, Barroso pode contar com o apoio do grupo do Partido Popular Europeu, do qual fazem parte os deputados portugueses do PSD. Com 268 membros, os conservadores são a maior formação do Parlamento Europeu. O seu líder, Hans-Gert Poettering, apelou aos eurodeputados para que dêem um forte apoio à renovada equipa, mas lamenta que o húngaro László Kovacs continue na comissão. “Ele [Kovacs] não desenvolveu nenhuma visão sobre a Europa nem para ela. Espero que o faça quando assumir o cargo”, rematou.

Os socialistas, que não convocaram a imprensa após as audições, distribuíram um comunicado aos jornalistas no qual não tecem críticas aos novos elementos mas também não apelam à disciplina de voto. Nos corredores de Estrasburgo contam-se cabeças: cerca de 150 dos 200 eurodeputados socialistas deverão dizer “sim” à equipa de Barroso. Mais críticos são os comunistas. O grupo da Esquerda Unida Europeia, de 41 deputados, deverá votar contra. O líder, Francis Wurtz, diz que “assim que a Comissão Barroso for investida acaba-se o estado de graça e começam os problemas.” Quem também promete votar contra são os verdes. Criticam as escolhas de Barroso e o facto de ter mantido nos cargos iniciais a holandesa Neelie Kroes (Concorrência) e a dinamarques Mariann Fischer Boel (Pescas). A co-presidente dos verdes, Monica Frassoni, diz que “Barroso fez a escolha de colocar as pessoas erradas nos cargos errados, reinvindicando isso como responsabilidade sua.” E acrescenta continuar “preocupada com Neelie Kroes e com a recusa da Holanda em que lhe fosse mudada de pasta.”