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Fusão entre EADS e Thales reforça posição francesa na defesa europeia

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Fusão entre EADS e Thales reforça posição francesa na defesa europeia

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O consórcio europeu EADS, principal accionista da construtora aeronáutica Airbus, pode fundir-se com o grupo francês de equipamento de defesa Thales. Esta projectada fusão esteve no centro do encontro, em Berlim, entre o ministro alemão da Economia, Wolfgang Clement, e o homólogo francês Nicolas Sarkozy.

Clement diz que “está de acordo com o ministro francês, no que toca ao equilíbrio de condições de concorrência”. Declarações numa altura em que a França ameaça, com este negócio, tornar-se maioritária na EADS, onde os alemães da DaimlerChrysler detêm também uma fatia. O Estado francês tem uma participação importante quer na Thales quer na Sogeade, empresa detida com o grupo Lagardère e que participa, actualmente, em 30 por cento do capital da EADS. 30 por cento é também a fatia da DaimlerChrysler. Os outros 40 por cento são repartidos pelo Estado espanhol, através da CASA, pelos empregados da EADS e por outros accionistas. Enquanto se especula sobre a possível fusão, a Thales emitiu um comunicado a desmentir que o negócio esteja iminente. Além de reforçar a posição francesa, a possível união com a Thales vai também fazer aumentar a importância da EADS no sector da defesa e aproximá-la da britânica BAE Systems em termos de receitas neste sector. Os dois grupos são parceiros na Airbus e também no Eurofighter, o novo avião de caça europeu.