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Ministros das Finanças incitam Atenas a baixar rapidamente o défice

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Ministros das Finanças incitam Atenas a baixar rapidamente o défice

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A Grécia deve corrigir rapidamente o défice excessivo, mas não vai ser sancionada pelo facto de ter entrado na eurozona com base em dados incorrectos. Esta é a decisão dos ministros das Finanças da União. Reunidos esta terça-feira em conselho, os dirigentes querem também que Atenas denuncie os responsáveis pelos erros nas contas públicas. O novo governo, conservador, acusa o antigo executivo socialista de ter maquilhado as contas. O ex-primeiro ministro contesta a auditoria agora efectuada.

Para o período entre 1997 e 1999, a Grécia informou anteriormente ter passado de um défice de quatro por cento (em 1997) para 2,5% (em 1998) e, finalmente, para 1,8% (em 1999); a auditoria agora validada pelo Eurostat dá outros números: de 6,44% (1997), 4,13% (1998) e 3,38% (1999)- isto é, sempre acima da fasquia máxima permitida dos três por cento. O que significa que o país entrou na zona euro sem respeitar o Pacto de Estabilidade. Desculpando, de alguma forma, o anterior governo, os ministros reconhecem que esta revisão em alta se deve, em parte, à introdução de novos métodos estatísticos. Na altura, os gastos com a Defesa foram contabilizados como investimentos, em vez de serem considerados despesas. Apesar de a Grécia ter aderido ao euro com base em dados incorrectos, o processo é irreversível.