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Instituições europeias saem reforçadas com a nova Comissão, afirmam socialistas

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Instituições europeias saem reforçadas com a nova Comissão, afirmam socialistas

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Depois ter apresentado a nova Comissão perante o Parlamento Europeu, Durão Barroso espera o “sim” dos eurodeputados na votação de investidura desta quinta-feira.

As reacções à renovada equipa executiva não se fizeram esperar. Do seu lado, o ex-primeiro-ministro português tem populares e liberais – embora, Graham Watson, presidente do grupo Liberal e Democrata, lance alguns alertas. “Eu raciocino com base no facto de pertencer a um grupo que vai apoiar a nova comissão, mas um grupo que também vai insistir nos direitos do Parlamento, insistir para que o presidente da Comissão reconheça o conceito da responsabilidade individual dos comissários, assim como o conceito da responsabilidade colegial”, disse o liberal. E acrescentou, confiante: “Teremos com esta comissão uma relação muito mais estruturada do que alguma vez tivemosno passado.” Os socialistas, na sua maioria, também deverão votar a favor da renovada Comissão Barroso. Foram três semanas de incertezas a que Martin Schulz, líder dos socialistas europeus, recusa chamar crise. “Não há nenhuma crise europeia, antes pelo contrário”, afirma, peremptório. E passa a explicar: “As instituições europeias estão reforçadas. Um presidente da Comissão e uma comissão que dependam dos votos da extrema direita são fracos. Uma comissão que obtém uma maioria mais larga está reforçada. Um parlamento que obteve aquilo que queria sai reforçado. Penso que todos ganham. Não penso que haja uma crise.” O voto de investidura da equipa de Barroso decorre esta quinta-feira, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Comunistas, verdes e soberanistas vão votar contra, mas isso não deve impedir a aprovação da nova Comissão – que entrará em funções no próximo dia 22.