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Margaret Hassan: executada no Iraque

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Margaret Hassan: executada no Iraque

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Margaret Hassan terá sido executada pelo grupo armado que a mantinhasequestrada no Iraque desde o princípio de Outubro. O canal árabe de televisão Al-Jazira anunciou ontem ter recebido imagens do assassínio de uma refém ocidental, vendada e vestida com um fato-de-macaco laranja, que crê tratar-se da responsável iraquiana da organização humanitária Care International.

Reagindo à notícia, o marido de Margaret Hassan, Tahsi Ali Hasan apelou aos seus sequestradores para que o “informem do destino que deram à sua esposa”, pedindo que a devolvam para que possa recuperar a tranquilidade. Londres mantinha ao princípio da manhã algumas dúvidas quanto à identidade da refém executada no registo vídeo recebido pela Al-Jazira, mesmo que tivesse apresentado condolências aos familiares de Hassan. Margaret Hassan, que dedicou 30 anos de vida à ajuda humanitária no Iraque, tinha sido uma das únicas ocidentais a permanecer no país durante a primeira guerra do golfo no início dos anos noventa. Crítica do apoio de Londres à mais recente ofensiva no país, Hassan foi raptada no dia 19 de Outubro a caminho do trabalho no bairro de Al-Jamia de Bagdade. O currículo da trabalhadora humanitária com tripla nacionalidade (britânica, irlandesa e iraquiana) e as diversas manifestações de apoio, em Bagdade como em Dublin, de onde era originária, não aligeiraram a chantagem montada pelos sequestradores que exigiam que Londres retirasse as suas tropas do Iraque em troca da libertação da refém. As três irmãs e um irmão de Hassan admitiram ontem ter perdido a esperança de que a trabalhadora humanitária continue viva. Em Dublin, o ministro dos negócios estrangeiros holandês, Dermot Ahern, expressou a sua consternação, elogiando o papel da família que, segundo ele, “ tentou tudo o que estava ao seu alcance para libertar a refém”. Na aldeia irlandesa de Kenmare, de onde era originária Margaret Hassan, realizou-se esta noite uma celebração religiosa em honra daquela que, a confirmar-se a sua morte, será a segunda britânica a ser executada no Iraque nos últimos meses.