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Comité de Mães de Soldados russos tenta negociar fim da guerra na Chechénia

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Comité de Mães de Soldados russos tenta negociar fim da guerra na Chechénia

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Com Moscovo a recusar negociações com os rebeldes chechenos, o Comité das Mães de Soldados russos tomou a iniciativa. A proposta da organização ao líder checheno Aslan Maskhadov foi aceite e o Comité espera agora os vistos para se deslocar na próxima semana a uma capital europeia, em princípio a Bruxelas, para discutir o fim da guerra na república independentista.

Valentina Melnikova, a líder da organização, diz que falam há dez anos com as autoridades russas. O Comité e os pais de soldados feridos ou mortos pedem o fim do conflito e como Moscovo não está ainda pronta para a paz decidiram falar com o outro lado. A iniciativa é criticada por Moscovo e as autoridades chechenas pró-russas. Esta semana, o Parlamento russo abriu um inquérito à organização por alegado financiamento ilegal, acusando-a de receber fundos de “entidades que pretendem minar o exército russo”. O porta-voz do ministério russo dos Negócios Estrangeiros, Aleksander Iakovenko, pergunta sobre o que podem discutir com terroristas que matam crianças. Acredita que não é possível obter resultados, mas é possível impedir que organizações não-governamentais desenvolvam tais acções. Após a retirada em 1996, as tropas russas voltaram em 1999 à Chechénia. O conflito encontra-se num impasse, enquanto os rebeldes, sobretudo, liderados pelo radical Chamil Bassayev, reivindicam diversas acções como, por exemplo, a sangrenta tomada de reféns na escola de Beslan.