Última hora

Última hora

OSCE observa presidenciais ucranianas sob cenário de irregularidades

Em leitura:

OSCE observa presidenciais ucranianas sob cenário de irregularidades

Tamanho do texto Aa Aa

Cinco mil observadores internacionais tentam velar pela legitimidade destas eleições presidenciais na Ucrânia. No entanto, têm sido denunciadas algumas irregularidades.

No centro do país, um polícia morreu numa assembleia de voto depois de ter sido atingido por um objecto contundente. Entretanto, há notícia do desaparecimento de boletins de voto e de pressões junto de estudantes universitários. Na região de Kirovohrad, observadores da oposição foram “misteriosamente” riscados das listas. Apesar dos clamores de fraude e manipulação, que dividem o país, o presidente Kuchma desmistificou aquilo que considera apelos à violência, assegurando que não vai haver nenhuma revolução. O que é facto é que a OSCE considerou a primeira volta não-democrática e os Estados Unidos ameaçam rever as relações com a Ucrânia em caso de irregularidades. Na região mineira de Donetsk, o bastião do primeiro-ministro Yanukovich, a opinião pública fala de logro. “É uma eleição ilegítima, não passa de uma guerra suja entre os candidatos”, diz um mineiro. Um outro considera que “se as eleições forem transparentes, todo o resto será também transparente. Mas a compra de votos revela que os candidatos não são sérios”. Os ucranianos estão desencantados com os governantes, mas é aguardada uma taxa de participação superior aos 75% da primeira volta. O resultado do escrutínio terá de ser comunicado pela Comissão Nacional de Eleições no prazo máximo de 15 dias.