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Ucranianos escolhem presidente entre pressões ocidentais e russas

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Ucranianos escolhem presidente entre pressões ocidentais e russas

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Os antecedentes do escrutínio presidencial de hoje na Ucrânia não são os melhores. No passado dia 31 de Outubro, ambos os candidatos clamaram vitória, as acusações de fraude voaram, os observadores internacionais confirmaram que as regras democráticas não foram cumpridas. Na primeira volta, a Ucrânia ficou literalmente dividida a meio: a parte oeste votou Viktor Iushchenko, a leste depositou-se o voto no homem do poder, o primeiro-ministro Viktor Ianukovitch.

No final acabou por se destacar o primeiro, com mais 156 mil boletins. Agora, cerca de 5 mil observadores estrangeiros vão vigiar os 33 mil locais de voto. Os responsáveis da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa não escondem os receios. Geerthinrich Ahrens explica que “como, na primeira ronda,os dois homens ficaram taco a taco, é muito importante verificar se os critérios são cumpridos. Há várias preocupações e é por isso que foram mobilizados tantos observadores para o terreno.” Tudo isto significa que pode demorar até serem conhecidos os resultados finais. A Comissão Eleitoral tem até ao dia 6 de Dezembro para os divulgar.