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Fusão entre o Dexia e o Sanpaolo nasce torta

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Fusão entre o Dexia e o Sanpaolo nasce torta

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Está mal encaminhado o projecto de fusão entre o banco belga Dexia e o italiano Sanpaolo IMI. A reunião do conselho de administração do Dexia, prevista para esta segunda-feira, foi adiada.

O projecto suscita receios no campo político e no accionariado do banco belga.Os accionistas não gostaram de ficar de fora das discussões e apressaram-se a contestar a pertinência da fusão O Dexia é detido a 46,3% por pequenos accionistas, 37,6% pelas diversas comunas administrativas da Bélgica, pela sociedade de invesimento Arcofin e pela seguradora Ethias; 9% pela Caisse des Depôts francesa; 4,25% pelos seus próprios funcionários e 2,84% por fundos de investimento do Deutsche Bank. As comunas belgas temem a diluição na nova entidade bancária e a perda de poder. O debate poderá politizar-se com a entrada em cena de dois administradores do banco, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Karel de Gucht, e o líder socialista flamengo, Elio di Rupo. Para complicar ainda mais, à polémica na Bélgica juntam-se ainda os outros bancos europeus que disputam a compra do Dexia. Para além do ABN Amro e do Unicredito, há também os franceses do BNP Paribas e da Société Général.